Diversidade e Inclusão: Já Estamos No Futuro?

Diversidade e Inclusão: Já Estamos No Futuro?

Se por acaso ou por simples curiosidade você se encontrar pesquisando, um dia desses, sobre o cenário da propaganda lá por volta do século XX, é provável que acabe percebendo um padrão – padrão esse que será seguido por uma perpetuação de estereótipos arcaicos. Pessoas brancas, em sua maioria esmagadora homens, exibindo comportamentos machistas ou racistas e pouca, ou quase nula, representatividade real da sociedade brasileira como um todo.
Com o passar dos anos e, principalmente, a transição da mídia impressa para a digital, vivenciamos um verdadeiro boom de discussões sobre pautas, até então, obscuras, o que intermediou as necessidades, urgências e incômodos de minorias sociais e possibilitou que as grandes marcas pudessem melhor compreender seu público, absorver sua pluralidade e dar início ao processo (ainda que lento) de mudança dentro de suas campanhas e até mesmo suas equipes.
Esse fenômeno é absoluto, ou seja, ele não permite retrocesso, ao menos no que se trata da percepção pública, visto que, uma vez que esse público se cansa de não sentir-se representado e exige mudança, dificilmente ele voltará a aceitar padrões já ultrapassados. Skol, Netflix, O Boticário, Salon Line e Burguer King, para citar algumas, são exemplos de marcas que entenderam a importância de ter-se um posicionamento mais inclusivo e diverso, e manter-se fiel a esse discurso mesmo em tempos de tensão e censura “velada”.
Isso significa que os “dinossauros culturais” do século XX foram extintos? Bem, sim e não. Muita coisa mudou, foi reavaliada ou proibida de lá pra cá e isso é verdade mas, ainda assim, o caminho adiante é longo e árduo, afinal de contas a propaganda, em sua natureza imediata, está em transformação e precisa sempre de mais: mais rapidez, mais gente de todo tipo ocupando as empresas e agências, mais ideias inclusivas e inovadoras e enfim, em qualquer capacidade, apenas mais. Se amanhã seremos nós o passado da propaganda, pra que deixaríamos para aprender no futuro o que já começamos no presente?

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